Um extrato bem feito não é uma nota nem um veredito — é um retrato factual e verificável de um mandato. A forma como ele é estruturado é o que o separa de um boato bem editado. Esta página explica o formato que o método pede à sua IA, e por que cada escolha existe. Serve tanto para o cidadão saber o que esperar quanto para o agente de IA saber o que montar.
A regra que dá nome ao site: cada linha é um lançamento com fonte
A assinatura do extrato.digital é o recibo — um extrato no sentido bancário, onde cada lançamento é um fato datado, com o valor e a origem. Aplicado a um mandato: cada afirmação (uma despesa, um voto, um cargo, uma proposição) vem com o link da fonte oficial que a comprova. Sem a fonte, a linha não existe. É isso que torna o extrato conferível por qualquer pessoa — e é a diferença entre informação e opinião.
Descritivo, nunca uma nota
O formato não tem campo de “nota”, “score”, “ranking” ou “avaliação” — por desenho. O que não é fato datado com fonte não entra. Isso não é timidez: é o que mantém a fiscalização honesta e juridicamente segura. A Justiça Eleitoral veda que sistemas de IA deem nota ou recomendem voto, e um número sem contexto vira arma. O extrato mostra o que é verificável; o julgamento é seu.
Por isso o método instrui a sua IA a recusar pedidos de “quem é o melhor”, “dá uma nota”, “faz um ranking” — mesmo reformulados. Comparar um parlamentar contra a mediana da sua bancada é contexto legítimo; comparar parlamentares nomeados para ordená-los não é.
Estruturado como um registro, não como um texto solto
Um bom extrato se organiza em blocos previsíveis, cada um com suas fontes:
- Identificação — quem é, qual cargo, qual situação (em exercício, licenciado, suplente), com a data.
- Trajetória de cargos — os cargos que a pessoa de fato exerceu, cada um com período e fonte (nunca dado eleitoral, nunca inferência).
- Uso de recursos — a cota, as emendas, com a nota fiscal de cada despesa destacada.
- Produção e atuação — proposições (separando autoria de adesão), votações (com a votação-fonte), comissões e relatorias.
- Lacunas declaradas — o que não foi obtido, marcado como tal, com o caminho para conferir.
- Carimbo de reprodutibilidade — a data e hora da consulta (com fuso) e a versão do método usada. É o que torna o retrato re-derivável e lembra que ele é um instantâneo: dado ao vivo muda, e a mesma consulta pode dar um número um pouco diferente amanhã — sem que nenhum esteja errado.
Essa estrutura segue a lógica de padrões abertos internacionais de dados políticos (como o Popolo e o Open Civic Data), que modelam pessoa, cargo, mandato e votação como fatos com início, fim e fonte — nunca como juízo. Se você pedir, a sua IA pode entregar o mesmo extrato em formato de tabela ou de dados estruturados: é o mesmo recibo, legível por máquina, nunca um dado a mais.
Lacuna é informação, não falha
Quando uma fonte não responde, ou um dado não existe, o formato manda declarar — “não obtido”, “sem registro no recurso publicado” ou “não declarado pelo órgão” são três coisas diferentes, e cada uma é um fato. Um extrato honesto tem buracos marcados; um extrato que finge completude é o que engana. A sua IA nunca deve preencher uma lacuna com estimativa ou com fonte secundária.
Por que isto protege você
Um retrato factual, com a fonte ao lado de cada linha e sem nenhuma sentença, é uma ferramenta cívica poderosa e segura. Ele te dá o poder da informação verificável sem o risco do julgamento apressado — que recai sobre quem julga. A ferramenta cobra com fatos e perguntas; quem julga são as instituições e, no fim, o eleitor.
Veja o recibo em ação na demonstração, aprenda a cobrar do jeito certo, e entenda por que a arquitetura é assim.