Como fiscalizar um mandato

Fiscalizar não é acusar — é conferir. Este site é uma metodologia para você, com a ajuda da sua IA, montar um retrato factual de qualquer mandato em exercício a partir de fontes oficiais, e cobrar o que precisar ser cobrado nos canais certos. Nada aqui julga; tudo aqui aponta a fonte para você verificar.

O princípio: transparência radical, não veredito

Quem monta o extrato é a sua IA, sob seu controle, consultando os servidores públicos no momento do uso. O site não mantém banco de dados, não publica análises sobre pessoas e não emite juízo. Cada número vem com a URL oficial de conferência — a regra é simples: não confie na afirmação, confira a fonte.

Isso não é uma limitação; é o que torna o método confiável. Uma ferramenta que acusa pode errar e difamar. Uma ferramenta que só mostra o registro oficial, com o link, deixa a conclusão onde ela deve estar: com o cidadão.

As camadas do retrato

Um extrato de mandato pode reunir, conforme a casa legislativa:

  1. Identificação e exercício — quem está de fato no cargo hoje (eleito ≠ em exercício: licenças e suplências mudam tudo).
  2. Uso dos recursos — a cota parlamentar com a nota fiscal, a verba de gabinete, as diárias, as emendas ao orçamento (empenhado ≠ pago).
  3. Trabalho legislativo — proposições, votações nominais (como votou vs. a orientação da bancada), presença, comissões — sempre com o contexto que evita leituras ingênuas.
  4. Pontos de atenção — cruzamentos de registros públicos (por exemplo, um fornecedor da cota que consta numa lista oficial de empresas sancionadas) que valem conferir.

A regra que protege todo mundo

A quarta camada é a mais delicada, e por isso a mais rígida. Um ponto de atenção não é uma acusação nem uma prova. Que uma empresa conste numa lista de sancionadas é um fato sobre a empresa e sobre a lista — não sobre a conduta do parlamentar, que pode nem ter como saber, ou tê-la contratado antes da sanção. O método:

  • cruza apenas por identificador (CNPJ/CPF), nunca por nome — homônimos são armadilha;
  • data tudo, porque uma sanção pode ter expirado e uma despesa pode ser anterior a ela;
  • recusa rankings, notas, “índices de risco” e comparações entre parlamentares — isso seria juízo eleitoral por via indireta, que a Justiça Eleitoral veda a sistemas de IA;
  • rotula cada ponto como “para verificação”, e esse rótulo é inseparável do dado.

Em uma frase: o método instrumenta a sua cobrança, não a substitui.

Cobertura

O método cobre, ou está sendo estendido para cobrir: deputados federais e senadores (fontes da Câmara e do Senado), deputados distritais (CLDF), deputados estaduais (várias Assembleias, com voto nominal onde os dados existem) e a gestão executiva municipal (finanças e contratos por fontes fiscais nacionais). Onde um dado não existe em formato aberto — votações que só estão em PDF, casas que não publicam — isso é declarado no extrato como fato, não escondido. A ausência de um dado também é informação de fiscalização.

Como cobrar depois

Um extrato factual, com as fontes, é o material que você leva adiante:

  • ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do ente, se um ponto de atenção merecer apuração formal;
  • à ouvidoria da casa legislativa, para pedir esclarecimento;
  • ao debate público, com o link da fonte ao lado de cada afirmação.

A cobrança é sua, informada por fatos verificáveis — que é como a fiscalização cidadã deve funcionar.

Comece

A porta de entrada para a sua IA é o /llms.txt; o método completo está nos playbooks; as fontes e suas limitações, em fontes de dados. Um exemplo do formato de saída está na demonstração.